sexta-feira, 25 de março de 2016


Que saudades de escrever minhas críticas aos filmes que vejo por aqui, tava sentindo falta e vou tentar fazer mais com frequência nas próximas semanas. O filme escolhido para o comeback dessa sessão, é uma comédia com toques de terror trash indie, intitulado ''Freaks Of Nature'', um daqueles longas que tinha tudo para ser icônico, mas se perde com sua premissa surpreendentemente positiva porém mal executada.

A história é centrada numa pequena cidade norte-americana onde lá todas as mais famosas criaturas dos filmes de terror/ficção estão situadas e vivem, pasmem, pacificamente! (há controvérsias nessa afirmação rs). Humanos, zumbis e vampiros dividem as mesmas escolas, lugares e possuem até refeição especial para cada um deles. Tudo democrático, lindo e maravilhoso. Porém, como a produção tava achando pouco, faz o plot central ser sobre aliens invadindo tal cidade e causando um, literal, caos. Em meio a isso tudo, somos apresentados ao simpático porém não tão bem desenvolvido personagem principal Dag Parker (interpretado pelo Nicholas Braun) e com ele acompanhamos toda a aventura. E mais alguns amigos, um de cada ''espécie''.



Quem imaginaria uma única história juntando, zumbis, vampiros e aliens, e que... desse certo? (tem até uma criatura a mais lá no terceiro ato do filme). Provavelmente muita gente já imaginou, mas no papel a coisa é diferente. É complicado unir tantas criaturas da ficção juntas em um plot central sem dar a devida importância e visibilidade em cena para todas, o mesmo com muitos personagens em cena. Exceções acontecem e já aconteceram? Com certeza, e irão ocorrer mais, porém é difícil, tanto para o diretor coordenar, tanto para o roteirista escrever. Aqui o resultado não é lá muito positivo. Até conseguem dar a devida visibilidade para todos, porém a falta de profundidade é um sério problema.

Em tal tipo de longa onde provavelmente muitos irão morrer, você precisa ao menos ter uma empatia com os personagens para sentir sua ida quando se forem, ou no caso da comicidade uma morte marcantemente engraçada, mas aqui você simplesmente os veem morrendo pois a direção não se decide se as mortes serão realistas e dramáticas ou divertidas. Além da falta de profundidade, o roteiro tenta fazer o humor acontecer em cenas que não deveriam, só dificultando ainda mais a nossa empatia pelos personagens, enquanto poderiam tá usando tal tempo para aprofundar um pouco mais, ao menos, o trio principal, e tornar a jornada ainda mais divertida, mas... não. O exemplo é visto na gama de personagens que entram e saem de cena, sem fazer muita diferença, pior ainda quando temos a ótima Vanessa Hudgens e o maravilhoso Ed Westwick no elenco, e são colocados em segundo plano, bastante mal aproveitados. O talento do elenco salva o roteiro fraco e entrega boas atuações na medida certa, principalmente o garoto-zumbi principal, interpretado pelo Josh Fadem, destrambelhado, rendendo cenas memoráveis.


Apesar (agora vamos aos elogios) das tentativas fail de tiradas cômicas quando não se deve, o humor no restante da obra é dos bons, irônico e negro, para quem curte como eu, a risada é garantida. O grande ponto do filme, quando não tenta ser algo maior do que é, é não se levar tão a sério e a formula me lembrou bastante ao ótimo ''Como Sobreviver A Um Ataque Zumbi'' e o indie ''Cooties''. Aqui o humor se sobre sai e realmente guia o tom do longa, tirando sarro de si mesmo em vários momentos, enquanto segura os demais problemas.

Além disso, as cenas de ação/horror são um show a parte. E surtadas haha, melhor que muitos filmes de ação por ai. Frenéticas, cortes rápidos, muito sangue e gritos, ao menos são super divertidas. O romance também da as caras, mas essa parte eu gostaria de não dissertar sobre pois não merece destaque...


O filme até tenta ser algo maior do que realmente é, mas esbarra logo na profundidade rasa de seus personagens e o inconstante ritmo da projeção. A história é interessante por unir ícones da cultura POP em um só roteiro, porém se perde ao administrar o todo de forma coesa. Vale a conferida para uma diversão despretensiosa, se você curte um filme insano, e pelas diversas reviravoltas no longa, mas não espere muito além disso.

Nota: 2,5/5

Crítica: Freaks Of Nature (2015)

segunda-feira, 7 de março de 2016


Ano passado falei do maravilhoso Benjamin aqui no blog, apresentando ele para os que não o conhecem ainda e nem sua música (se você também não conhece, da uma olhadinha lá na matéria). Porém ano novo, música nova, e com a promessa de finalmente lançar seu primeiro álbum solo, o loiro volta aos holofotes com o single chiclete ''Body'', e mostra que a espera pelo material novo foi bem utilizada.

''Body'' flerta com o som do EP ''Square One'' porém com uma pegada ainda mais pop nessa fase, evidenciando o almejo do cantor para voos mais altos em sua carreira, algo parecido com o que fez minha amada Ellie Goulding com seu ''Delirium'', claro em proporções diferentes, mas em objetivos parecidos. Benjamin consegue manter intacto suas características sonoras ao mesmo tempo em que expande o mesmo e o evolui. A faixa não é algo revolucionário, longe disso, mas agrada aos ouvidos, é leve e despretensiosa. Aviso: vicia.

Já to imaginando o clipe, por motivos óbvios, é vocês? haha

Benjamin volta mais POP do que nunca em nova fase

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016


Depois de uma breve pausa após o fim da divulgação do álbum anterior, as meninas do Fifth Harmony entraram em estúdio para dar inicio aos trabalhos do segundo álbum de estúdio e agora (pasmem!!) já temos single com clipe para chamar de seu, e algumas outras novidades das quais falarei mais a frente. No momento, vamos focar nossas atenções para ''Work From Home'', o ótimo single de abertura da nova era.

Boatos corriam sobre seu lançamento a algumas semanas, mas não esperava que fosse ser liberado tão prematuramente, e o resultado ser tão satisfatório. A faixa até lembra as músicas anteriores da girlband (principalmente as do ''Reflection'') mas com um toque de maturidade. Vocais sexy e confiantes; refrão chiclete mas não tão obvio (como toda a música); e participação pontual do rapper Ty Dolla $ign.

Se não bastasse a música ser liberada, o clipe veio junto e: UAU! Situado em um ambiente de construção civil, as meninas dançam com uma coreografia arrasadora (tenho certeza que você já vai decorar para fazer em casa como eu), enquanto sensualizam muito junto aos pedreiros do local. As meninas aprenderam muito com a Demi no quesito confident e mostram que o nível do jogo foi elevado com sucesso. Na primeira vez em que assisti fiquei de queixo caído, positivamente falando, e o mesmo ocorrera com você, sério.

Não é por menos que o single tem sido bastante aceito pelo público e mais um desses motivos possui nome: Laurel. A componente amada por muitos (inclusive eu <3) porém sem muitos solos nas músicas diferente das demais, uma injustiça que nunca entenderei, parece que brilhará nessa nova fase e os sinais já começaram a se manifestar. Os vocais do refrão são cantados pela morena e nas cenas de dança ela toma frente do quinteto. Agora sim, todas podem brilhar e cantar, sem excessos desnecessários, até porque todas são talentosas e possuem seu espaço.



Mas não acabou por ai, o novo álbum já possui nome ''7/27'', capa revelada (abaixo) e data de lançamento para 20 de maio. Além disso, boatos circulam no Twitter que um outro clipe foi filmado para uma música ainda desconhecida, então em breve mais notícias devem surgir e você pode conferi-las aqui :)


Agora é a hora das Fifth Harmony brilharem em sua totalidade

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016


Quando Kerli anunciou sua volta, de forma totalmente independente, a um tempo, me animei bastante pois isso significaria que ela teria total controle do seu trabalho, coisa que ela sempre teve (e um dos motivos de eu admira-la tanto) mas sem os empecilhos que eventualmente podem ocorrer com uma gravadora de peso por trás. Porém também tive medo, porque infelizmente a cantora nunca viu a luz do mainstream e o medo do trabalho não trazer frutos necessários pra ela me deixaram receoso.

Finalmente, depois de bastante espera o single ''Feral Hearts'' foi lançado e não fomos decepcionados, mesmo. A faixa é quase uma união de sons do seu primeiro trabalho com o EP ''Utopia'', uma balada poderosa com um pé no eletrônico em seu refrão, e o resultado é muito satisfatório. Não é previsível, e mesmo assim vicia. Ela sabe como fazer isso, incrivelmente.

O clipe foi adiado em 1 semana, e eu já não aguentava esperar, precisava do registro visual desse, pra mim, hino. Ele saiu, e olha, difícil botar em palavras o que senti assistindo. Nele uma garotinha adentra um portal que leva a uma floresta belíssima onde Kerli interpreta a guardiã do local e explora os quatro elementos: terra, água, fogo e ar, com diversos looks e maquiagens maravilhosos. Não sei ao certa se são 4 guardiãs, 1 pra cada elemento, ou se uma única representa a todos. Se você souber, ou tiver um palpite, me fala :)

''Feral Hearts'' chegou para mim em um momento muito especial e importante. Ver uma artista produzir tudo que faz, botar a mão na massa mesmo e trabalhar com o que ama é uma inspiração gigantesca para mim que penso seguir o caminho do design e da moda, e sei que não será tão fácil. Porém fazer o que se ama é tão bom, que todo o esforço vale a pena, e Kerli está ai para provar isso inúmeras vezes.

O vídeo foi filmado na cidade natal da cantora, a Estónia, e foi inspirado na cultura local. A vontade de ir lá so aumentou, parece ser lindíssimo e frio <3

Essa era que tem tudo para ser uma das melhores, senão a melhor, de sua carreira. O álbum sai ainda esse ano, e mais vídeos devem ser lançados, assim esperamos!


Kerli nos apresenta ao mundo fabuloso e inspiracional de ''Feral Hearts''

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016


Depois de divulgar exaustivamente o hino ''Confident'' no ano passado, já estava na hora de um novo single ser trabalhado por Demi Lovato, e ''Stone Cold' foi a escolhida, uma decisão arriscada mas eficiente. Arriscada porque a música já vinha sendo trabalhada como buzz single na divulgação do seu último álbum lançado em 2015 e a tornar single logo agora perde o fator surpresa dos ouvintes por algo novo porém o fator x da questão está na força estrondosa da faixa juntamente com a voz maravilhosa da Demi, que arranca suspiros em suas apresentações ao vivo, o que deve deixar a faixa na boca do povo por bastante tempo.

Além disso tudo, para dar aquele pontapé maior, o clipe para a música foi lançado e como muitos na internet mencionaram, é uma versão Skyscraper 2.0, mas com uma confiança e segurança não vistos na sua, digamos, versão antiga. Como em ''Stay'' da Rihanna, a morena canta letra por letra a faixa em uma banheira, enquanto faz o mesmo em um campo gélido, tramitando em ambos ambientes bastante emoção e uma verdade de quem sabe do que está falando, ou no caso, cantando. Confesso que achei destoante ambos cenários, o foco unicamente na sua versão frozen talvez fosse mais satisfatório no resultado do que já foi (a fotografia desse cenário é um show a parte, não tenho palavras pra descrever). Apesar dessa opinião bastante pessoal, o vídeo possui força, é lindo e tocante da mesma forma.

Muitos devem estranhar também o fato de Demi parecer tão vulnerável e emotiva logo em sua fase mais ''confident'', e em contra-mão minha admiração pela cantora e pessoa que ela é só se reforçou, pois simplesmente demonstrou que chorar também faz parte e isso nunca será uma fraqueza humana. Como já diziam por ai, sempre depois da tempestade vem o sol, e os frutos que a cantora vem colhendo nos últimos anos é de um orgulho tremendo e merecido.

 

Foto: Demi Lovato Brasil

Demi Lovato dá uma lição de vulnerabilidade e confiança

domingo, 17 de janeiro de 2016



Depois de lançar no ano passado o maravilhoso álbum ''Breath In. Breath Out.'' e ter praticamente esquecido ele semanas depois sem muita divulgação (ainda to tentando perdoa-la), Hilary Duff sumiu do mundo da música e focou no seu lado atriz, mais precisamente, na série ''Younger'' que está sendo um sucesso lá nos EUA. Para divulgar a segunda temporada do seriado, que estreou semana passada lá fora, nossa loira fez um cover de ''Little Lies'' da banda Fleetwood Mac, e como tem sido de praxe, ela arrasou e muito.

Numa versão mais EDM, com muitos sintetizadores, Hilary traz seu diferencial e torna-a menos obvia em diversos momentos chaves, principalmente no refrão, contido mas mesmo assim barulhento e sexy. Traz uma qualidade para o gênero que não nos faz enjoar daquilo escutado, como ela fez bem em seu último álbum, e é nesse ponto que seu talento se assemelha ao da Kerli, ambas trabalham com músicas POP eletrônicas porém sempre trazendo frescor as batidas já tocadas a exaustão nas baladas e afins (falando na minha querida Kerli, ela volta com single novo ainda esse mês!!).

Apesar de não ser um single para um CD futuro, podemos perceber que Duff continua com seu talento musical intocável, e o jeito é esperar seus lançamentos futuros, acompanhar a série (preciso começar a ver #metas #2016) e rezar por mais músicas dela.

 

Hilary Duff está de volta! (mas não por um álbum novo, por enquanto)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016



É inegável o talento e o esforço de Taylor Swift em nos apresentar clipes bem produzidos e maravilhosos, além de músicas igualmente boas. Para fechar a era mais destruidora de sua carreira, a ''1989'', a loira escolheu uma das melhores músicas do álbum para dar vida, ''Out Of The Woods'', e o clipe divulgado na virada do ano mostrou que 2016 está apenas começando.

Simplesmente amo quando os artistas produzem vídeos ricos de significados, com um conceito profundo e mensagens intrínsecas, e é isso que o vídeo novo da cantora carrega consigo, uma mensagem fortemente linda a ponto de emocionar e trazer várias reflexões.

Taylor está de frente para o mar, com um vestido simples, enquanto raízes vão crescendo ao seu redor, formando o titulo do single (obrigado internet por essa curiosidade que eu não tinha percebido quando assisti). Logo após, várias cenas de incrível fotografia são intercaladas mostrando o caminho percorrido por ela em uma floresta, como fugindo de lobos ou congelando em um ambiente de extremo frio, visto por mim, como uma grande metáfora sobre sua vida e os caminhos árduos pela qual ela passou, após um difícil termino de relacionamento (relacionamento esse do qual a música trata).

O final, em minha opinião, possui uma das mais memoráveis cenas do acervo de clipes da cantora, quando sua nova versão (a que superou todos os obstáculos na floresta) encontra com a antiga, ingenua, ''menos experiente'', e é como se ambas juntas se complementassem e evoluíssem a partir desse momento. É Taylor dizendo que podemos superar tudo, basta se encontrar em meio a todo o caos. 

Taylor Swift e a forte mensagem por trás de ''Out Of The Woods''